Brasileiro gasta 10 salários para montar central digital, diz pesquisa

De acordo com uma pesquisa realizada pela Marco Consultora, empresa especializada em desenvolvimento e implementações de marketing sob medida, o brasileiro precisa desembolsar, no mínimo, 10,08 salários para montar sua central digital em casa. O levantamento, entitulado de "Índice Casa Digital", mostra uma elevação no número quando comparado a 2008, onde eram necessários 9,5 salários.

Em outras palavras, para adquirir uma cesta básica de produtos de tecnologia de modo a montar uma moradia com o conceito de Casa Digital, o brasileiro precisa de 10,08 salários. Estes salários, entretanto, não se referem ao mínimo atual, de R$ 465, mas à renda média da população brasileira, no valor de R$ 1.312,00 (dados do IBGE). Ou seja, são gastos, no mínimo, R$ 13.120 para montar uma "cantinho" digital.

A cesta básica do estudo é composta por produtos das áreas de Imagem (televisor e câmera digital), Áudio e Vídeo (home theater com reprodutor de DVD), Comunicação (smartphone), TI (notebook) e Entretenimento (videogames).

"Nenhum produto teve aumento substancial de preço. A maior parte dos produtos pesquisados anteriormente ficou mais acessível. Entretanto, o numero de salários para adquirir a cesta de produtos que satisfaz todas as necessidades da vida digital em uma casa aumentou", disse Henrique de Campos Jr., gerente de Market & Business Intelligence da Marco Consultora.

Em comparação com outros países da América Latina, a pesquisa mostrou que o México foi o único país em que o número de salários para montar uma central digital diminuiu, passando de 9 para 8,7. Chile e Colômbia também tiveram seus números alavancados. A Argentina segue sendo o país em que a população deve mais gastar para comprar produtos digitais, cerca de 16,4 salários da renda média nacional do país.

"Esse aumento se justifica pela geração de novas necessidades. Nesta edição da pesquisa foi incorporada a compra de um netbook para acompanhar os demais produtos e compor as necessidades de computação remota dos moradores da casa", avalia Henrique. Embora o estudo não reflita o atual nível de consumo dos produtos da cesta, ele mostra o potencial de compra do consumidor médio e, mais precisamente, o que o ele deseja", finaliza.

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